Hilário França, ss.cc.
Uma das
características bonitas de nossa Congregação é o espírito de família. A
primeira coisa que eu gostaria de observar é que formamos uma comunidade no
senhor. Portanto, não bastam motivações de fé. Uma segunda coisa: os irmãos de
sangue têm uma origem comum, mas um futuro aberto. Na Vida Religiosa nós temos
uma origem aberta (diversos lugares) para formar uma vida em comum. O superior é o guardião dos irmãos, não no
sentido de vigiá-los, mas de orientá-los, estimulá-los, exercer uma liderança para
o bem.
Para
ter o espírito de família creio que devemos lembrar-nos que:
- Somos chamados a serem Amigos como Jesus disse na última ceia: “já não vos chamou servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu vos chamo amigos, por que vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu pai”. (Jo 15,15).
- Ter um coração bondoso: a bondade abre as portas, vence a rispidez, o endurecimento. Eu posso a ver os irmãos com os olhos de Deus.
- Uma consequência direta é ter confiança uns nos outros. É muito triste quando prevalece a desconfiança. Jesus destruiu no seu corpo a divisão (Ef. 2,14-22).
- Dentro da Comunidade eu não sou o centro. Ao contrário, o verdadeiro espírito de família me leva a ser mais modesto, humilde, diz S. Paulo na carta aos Filipenses: “Nada façais por ambição ou vanglória, mas, com humildade, cada um considere os outros superiores a si e não cuide somente do que é seu, mas também o que é dos outros”. E, em seguida, ele acrescenta: “Haja entre vós o mesmo sentir e pensar que teve Jesus Cristo”. (Fil. 2,3-5).
Mas, uma coisa devemos ficar sempre atentos: somos pecadores, somos limitados:
Portanto não existe comunidades ideais.
Mas, estou seguro, que dentro destas características cultivaremos o
espírito de família e viveremos alegres na simplicidade de coração.

Nenhum comentário:
Postar um comentário